terça-feira, 24 de junho de 2025

fomos

 


consegui convencer-te depois de muitos dias de forma mais ou menos eloquente, que a caravana para a viagem seria o ideal. quando concordaste com a caravana pulei no teu colo e caímos no teu sofá. lembro daquele amor que fizemos meio amor meio ódio, eu feliz e tu chateada porque já estavas farta de argumentar o contrario. aquele amor que não quer ser feito, mas de tanta vontade corrompe tudo o que edificas para manter essa tua capacidade de controlo…

sei que tantas vezes ganhei-te apenas no teu cansaço, que raramente deste o braço a torcer, mas  que passamos duas semanas d sonho  a conhecer o norte do pais onde o romantismo é a palavra chave. bom, romantismo e arquitetura, historia, beleza e elegância. escusado será dizer as vezes que falamos de fotografia e argumentamos apaixonadamente por visões diferentes que na realidade, nem são tão diferentes. fizemos poesia com a luz que foi muito generosa nesta altura do ano.

discutimos muito, sorrimos tanto. no final da tarde gostava da tua vulnerabilidade quando deitavas a tua cabeça no meu colo quando estava a ler algumas paginas do livro que levei, até o sol se por. sei que fechavas os olhos sem te ver, aprendeste a adição do meu vaguear os meus dedos no teu cabelo num bailado a querer dizer-te mais do que as musicas que em casa tocas para mim no teu piano abandonado antes de mim. e antes de mim tanto na tua vida e na minha. depois de mim tanto mais!




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