quarta-feira, 3 de setembro de 2025

7 anos de ti

 sete anos passaram. e podiam ser no Tibete, ou fazer o papel de coitadinha e dizer que foi um inferno. que foi. parte de mim jamais recuperei, a mesma parte que fico a recordar, que é tua, será sempre tua. pode ser romance, mas prefiro dizer que é como sinto. tentei matar-te, matando-me o amor, mas não há maior estupidez. o medo de amar é a pior que as carraças. foi quando me deixei amar-te, dormindo num choro acomodado com o fado das nossas vidas, quando deixei de sofrer. o amor é libertador.

é um filho da mãe, o amor. mata-te em vida, faz-te andar em coma e a sentir tudo e todos à tua volta, quando nem estás ali e em lado algum, como se fosse uma bolha que me confortou da fraqueza do que não tive capacidade de suportar. e não suportei. mendiguei o meu coração por aí, recuperei quando te aceitei para sempre. escrevi prosas de ódio a rimar com o teu nome, escrevi muito mesmo. nunca vi tanto amor em tanta palavra amarga, e eu juro que fiz de tudo para não amargurar e ficar irreconhecível.

mas fiquei diferente. ficamos todos. afinal 7 anos são muitos anos. às vezes, penso - quando me desce a compaixão por tudo o que nunca vou voltar a ser e fui contigo- será que pensas em mim? será que tiveste vontade de um abraço meu, se é que lembras sequer que me deste um abraço e como o sentiste... não, não vou ficar ressabiada. é o que é e o que foi. fomos as mais felizes em Italia e as mais apaixonadas num total de meio dia de paixão de vários tempos. 

o restante das vezes, julgo que apenas sou uma má memória, algo que esqueceste muito fácil, e eu fico feliz, sinceramente com essa facilidade, porque não há como esquecer alguém que se ama. fizeste a escolha certa. 

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