quarta-feira, 17 de setembro de 2025
prazer
sábado, 13 de setembro de 2025
um monstro
aquele sonho de criança pequenino, como a pequenina que o sonhou. devia ter postado uma fotografia de relógio porque de tempo quero falar. o tempo das coisas é incrível. e que digam que ele é renovador, que da voltas como os ponteiros, apraz-me dizer que o tempo é manipulador e sarcástico.
estou a viver o tempo que tudo acontece na minha vida, onde tudo flui, onde estou a colher os frutos de tantas contendas e tantos sacrifícios. e a verdade é que tudo acontece depois de a ter conhecido. ela fez-me encontrar uma paz que pensava ter perdido para sempre e mostrou-me que o meu amor é um camaleão. tudo isto parece uma prosa de primavera e de romance fácil. bom, até foi fácil, porque ela faz-me querer ser melhor todos os dias. e eu amo-a profundamente, visceralmente.
ela edificou-me paredes em quatro anos de ruinas em pó, a ela devo tanto, se ela soubesse... se ela soubesse o que me deixou em nada e a ser levada pelo vento até ela. e eu fecho as mãos e ardem-me os olhos da raiva que sinto de mim, porque sentir-te para sempre faz de mim o maior dos monstros aos olhos da minha consciência e do respeito que tenho por ela. a sorte é que aprendi com o tempo a saber de ti e a controlar a paixão que existiu um dia além do amor. o amor ficou, incontornável, como não sei explicar, não creio que os maiores dos lirismos consigam. diria que é tão sublime como cruel.
hoje sinto-me o maior dos monstros. é isso. a verdade crua - com a certeza que também não sei explicar- que se pudéssemos estar a um respirar uma da outra, teria que me matar para não te querer.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
7 anos de ti
é um filho da mãe, o amor. mata-te em vida, faz-te andar em coma e a sentir tudo e todos à tua volta, quando nem estás ali e em lado algum, como se fosse uma bolha que me confortou da fraqueza do que não tive capacidade de suportar. e não suportei. mendiguei o meu coração por aí, recuperei quando te aceitei para sempre. escrevi prosas de ódio a rimar com o teu nome, escrevi muito mesmo. nunca vi tanto amor em tanta palavra amarga, e eu juro que fiz de tudo para não amargurar e ficar irreconhecível.
mas fiquei diferente. ficamos todos. afinal 7 anos são muitos anos. às vezes, penso - quando me desce a compaixão por tudo o que nunca vou voltar a ser e fui contigo- será que pensas em mim? será que tiveste vontade de um abraço meu, se é que lembras sequer que me deste um abraço e como o sentiste... não, não vou ficar ressabiada. é o que é e o que foi. fomos as mais felizes em Italia e as mais apaixonadas num total de meio dia de paixão de vários tempos.
o restante das vezes, julgo que apenas sou uma má memória, algo que esqueceste muito fácil, e eu fico feliz, sinceramente com essa facilidade, porque não há como esquecer alguém que se ama. fizeste a escolha certa.