a 10 cm do ch@o
não é necessário pular demasiado para sair do chão...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
e se eu te quiser
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
prazer
sábado, 13 de setembro de 2025
um monstro
aquele sonho de criança pequenino, como a pequenina que o sonhou. devia ter postado uma fotografia de relógio porque de tempo quero falar. o tempo das coisas é incrível. e que digam que ele é renovador, que da voltas como os ponteiros, apraz-me dizer que o tempo é manipulador e sarcástico.
estou a viver o tempo que tudo acontece na minha vida, onde tudo flui, onde estou a colher os frutos de tantas contendas e tantos sacrifícios. e a verdade é que tudo acontece depois de a ter conhecido. ela fez-me encontrar uma paz que pensava ter perdido para sempre e mostrou-me que o meu amor é um camaleão. tudo isto parece uma prosa de primavera e de romance fácil. bom, até foi fácil, porque ela faz-me querer ser melhor todos os dias. e eu amo-a profundamente, visceralmente.
ela edificou-me paredes em quatro anos de ruinas em pó, a ela devo tanto, se ela soubesse... se ela soubesse o que me deixou em nada e a ser levada pelo vento até ela. e eu fecho as mãos e ardem-me os olhos da raiva que sinto de mim, porque sentir-te para sempre faz de mim o maior dos monstros aos olhos da minha consciência e do respeito que tenho por ela. a sorte é que aprendi com o tempo a saber de ti e a controlar a paixão que existiu um dia além do amor. o amor ficou, incontornável, como não sei explicar, não creio que os maiores dos lirismos consigam. diria que é tão sublime como cruel.
hoje sinto-me o maior dos monstros. é isso. a verdade crua - com a certeza que também não sei explicar- que se pudéssemos estar a um respirar uma da outra, teria que me matar para não te querer.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
7 anos de ti
é um filho da mãe, o amor. mata-te em vida, faz-te andar em coma e a sentir tudo e todos à tua volta, quando nem estás ali e em lado algum, como se fosse uma bolha que me confortou da fraqueza do que não tive capacidade de suportar. e não suportei. mendiguei o meu coração por aí, recuperei quando te aceitei para sempre. escrevi prosas de ódio a rimar com o teu nome, escrevi muito mesmo. nunca vi tanto amor em tanta palavra amarga, e eu juro que fiz de tudo para não amargurar e ficar irreconhecível.
mas fiquei diferente. ficamos todos. afinal 7 anos são muitos anos. às vezes, penso - quando me desce a compaixão por tudo o que nunca vou voltar a ser e fui contigo- será que pensas em mim? será que tiveste vontade de um abraço meu, se é que lembras sequer que me deste um abraço e como o sentiste... não, não vou ficar ressabiada. é o que é e o que foi. fomos as mais felizes em Italia e as mais apaixonadas num total de meio dia de paixão de vários tempos.
o restante das vezes, julgo que apenas sou uma má memória, algo que esqueceste muito fácil, e eu fico feliz, sinceramente com essa facilidade, porque não há como esquecer alguém que se ama. fizeste a escolha certa.
terça-feira, 24 de junho de 2025
fomos
quinta-feira, 19 de junho de 2025
para queimar a terra...
podia dizer que temos um assunto mal resolvido. coisas mal resolvidas ficam a pairar no ar, e vão e veem como as ondas do mar na cadência que não controlamos, e nunca param, assim como o tempo. diria que ontem traiu-te a tua curiosidade, e acredito que apenas tenha sido isso mesmo, curiosidade.
podia dizer que temos um assunto por encerrar, que com o tempo, teria duas ou três coisas para te dizer do alto de quem superou as pedras do seu caminho e está mais do que preparada para as que estiverem no caminho ainda por percorrer.
foste uma criatura cruel, desumana e sem qualquer sensibilidade. às vezes, gosto de pensar que tudo foi doloroso para ti, a atitude e a decisão. assim, talvez me consiga justificar o amor, quase platónico, quase sublime, mas que me embalou durante algum tempo e do qual prefiro guardar os melhores sorrisos que me desenhou ou os calafrios de uma paixão sem sentido carnal.
a maioria das vezes quando me passas pela cabeça, ou porque te apresentas nas redes sociais e não há como contornar, tenho-te um ódio capaz de gelar o que ainda não tens gelado. depois, o tempo passa e esqueço que existes, e apetece bater-me por deixar que ainda, por alguns momentos, faças-me sentir alguma coisa, mesmo que seja ódio. eu não odeio ninguém. nem a ti!
estou a pensar nas duas ou três coisas que não quererás ler, saber ou ouvir.
um monstro não se importa com o que partiu ao próximo - nada disso é bíblico - tão pouco sabe o valor das coisas pequenas, como o desnudar na confiança do espaço preenchido apenas, qual porto seguro, feito de silêncio - que eu te aceitaria feita tonta - mas jamais imaginei o fel da criatura que se acha superior às demais.
eu prefiro pensar que é só a tua forma de manter tudo à distância, da tua dor nunca se saber.
e eu poderia escrever, talvez até escreva, os filmes que nos fiz, as coisas que idealizei contigo. às vezes, penso que tudo foi um sonho, ou pesadelo, como lhe quiseres chamar. há "ses" tremendamente inexoráveis...
domingo, 8 de junho de 2025
certo
descobri a maior subtileza de querer voltar a ver alguém. sei que vais querer o meu numero de telemóvel. e foi assim. fiquei maravilhada com aquele à vontade com adjetivos desconhecidos. fiquei sujeita a bocas o resto da noite e no caminho até casa. fui tomar banho já com a vontade reconhecida de pouca vida. mesmo depois de lavar os dentes ainda sentia o álcool na boca, as oportunidades para sair tornavam-se sempre potenciais momentos de esquecimento.
pela manhã sacodi o casaco para arrumar e o numero dela num guardanapo caiu ao chão. deixei-o ali, no chão. pareceu-me mais sensato.
